quarta-feira, 9 de maio de 2012

As pedras de Elementra. Capítulo 9.





                   9.A chegada de recrutas.



-Que tal dividir os Pufis? – reclamei.

O Firus e o Lenny não paravam de correr. E o Cannon ficava pulando de um lado para o outro com uma capa.

-Por favor. – implorei.

-Aff. COMO QUISER! – Richard reclamou.

De repente senti a falta de alguém. E caiu minha ficha de quê não via Blanorcana desde manhã.

-Gente... Vocês viram a Blanorcana? – perguntei.

-Como assim? Ela não estava recrutando? – Melody perguntou.

-Não... – eu falei chutando uma pedra.

Estávamos do lado de fora da casa. No pequeno parque da cidade.

-Vou ver se o Saladin a viu. – falei assobiando.

Um pequeno grifo marrom saiu de dentro da casa e me cumprimentou com um pequeno rugido de felicidade.

-Saladin, você por acaso, viu a Blanorcana? Ela é uma alien com pele meio azul... – expliquei.

Ele balançou a cabeça.

-Tudo bem então... Pode voltar pra dentro. – falei arrasada. – Melody, pergunta para o Frank. – sugeri tentando me animar.

Eu NUNCA, havia perdido uma recruta do grupo antes. Sou eu que cuido dos novatos, e me encarrego das missões atrás de recrutas... Eu havia sugerido ao pai dela que a mandasse para cá por segurança!

-Gente... Tive uma idéia! – Richard sugeriu.

-Qual é? – Melody falou fazendo um feitiço de encantamento para chamar o Frank.

O Frank, é o pégasus com chifre de unicórnio da Melody. Eles são muito unidos. Mas ela não fala com ele a um tempo, porque ele está se recuperando de um grave ferimento, que teve na sua última batalha. Mas ele anda livre, por aí falando com os recrutas. Se alguém saí ou entra da cidade, o Frank sabe. Foi assim que soubemos do Selion.
Melody terminou de encantar o feitiço. Esperamos três segundos. E o Frank apareceu perguntando:

-Chamaram?

-Sim. – Melody falou com uma cara triste.

Ela ainda se sente culpada...

-Você sabe onde está a Blanorcana? Uma alien do planeta Nibiru. – perguntei.

-Ela está nesse momento... Indo em direção a sua nave. Que está... Escondida nas montanhas. – ele explicou.

-Essa não. – falei batendo a mão na testa.

-Quem vai atrás? – Richard perguntou.

-Que tal você Richard? – opinei.

-Mas... Mas... E se eu me perder? – ela falou guardando seu leque.

Eu pensei : “Aleluia”. Ela estava a muito tempo brincando de abrir e fechar o leque. Aquilo estava irritando, e finalmente parou.

-Você terá companhia. – Frank falou. – Um novo integrante chegará... Agora. – ele falou apontando para uma árvore.

De lá saiu uma cobra. Rastejando até nós. Eu gritei a plenos pulmões, já que tenho pavor de cobras. Comecei a flutuar para cima, e me escondi em cima do telhado.

-Reação exagerada... – Frank reclamou.

Nem liguei, meu pavor de cobras supera isso.

-TIREM ESSE BICHO GOSMENTO DAQUI! – gritei apavorada.

Percebi que a cobra começou a crescer, e de um segundo pro outro, era uma pessoa mais ou menos comum. Tinha olhos verde escuros, cabelo beeeeem comprido. Usava uma camisa com o símbolo de uma cobra, como se fosse um brasão. Usava calças curtas, com desenho de escamas de cobra. Olhei para a sua boca, e vi que, mesmo sendo humano, ainda tinha presas de cobra na boca.

-Ooooollllllá... – ele falou com uma voz de cobra.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAA! – gritei apavorada.

-Voltando... Agora você não precisa ir sozinha Richard. – Melody falou vendo o lado bom.

-TÁ LOUCA? NÃO VOU SOZINHA COM O HOMEM-COBRA! – ela reclamou gritando.

-Eu tenhoooooo noooomeeee... – o homem-cobra falou ainda com a voz comprida de cobra.

-E qual seria? – Frank perguntou.

-Meuuuuuuuu nooommeeeee... É Sssssnapeeee... – ele completou.

-DÁ PRA PARA COM ISSO?! – reclamei do telhado.

-Tá bom. – ele falou com voz normal.

Desci do telhado.

-Bem melhor. – elogiei.

-E agora? – Richard perguntou. – Eu não vou com ele. Ele que fique com a Sakura.

-Esperem... – Frank falou. – Kathryn, lembra do Éolo?

-Aham... Porquê?

-É que ele ta chegando. – ele falou tossindo.

Olhei para as árvores. E uma pessoa apareceu, era o Éolo.

-Você acertou de novo, Frank! – falei admirada. – Ele é o Éolo, mas ele estava numa missão para recuperar as pedras... – falei o apresentando para Richard.

-Eaew. – ele falou abanando para nós.

Olhei melhor e uma pessoa saiu atrás dele. Opa, duas pessoas, uma menina e um menino. Reconheci na hora, a menina era a Blanorcana.

-BLANORCANA! – gritei. – Que bom que você está bem, eu fiquei preocupada, seu pai iria me matar se eu te perdesse. – reclamei.

-Eu não sou criança ta? – ela falou com cara feia.

-Achei ela tentando voltar para Nibiru. – Éolo comentou.

Éolo tinha olhos cinza, usava uma camisa onde estava escrito: “Não gosto que leiam minha camisa!”, usava uma bermuda jeans simples, e chinelos. E sempre carregava seu mascote, o Dug, um cachorro peludo com asas. Notei que ele não estava ali.

-Cadê o Dug? – Melody perguntou.

-Dentro de casa, mandei ele vir para cá mais cedo, ele estava com dor de cabeça... – ele contou.

-Esse Dug... – falei com voz irônica.

-A... Quase esqueci, eu encontrei esse garoto na minha missão. – Éolo falou apontando para o garoto ao seu lado. – Esse é o Adrian.

Ele tinha olhos escuros, e um cabelo curto de cor verde claro. Usava uma camisa que dava para ver que era pelo menos um número maior que o dele, e calças curtas de uma cor preta azulada. Usava um tênis comum.

-Oi... – ele falou envergonhado.

-O quê você faz? – perguntei com uma voz simpática.

Ele olhou para mim, e fez sua mão virar mão de tigre. Depois um monte de água apareceu, e fez uma bola d’água ao redor da mão dele. Depois a água caiu no chão e a mão voltou ao normal.

-Richard, encontrei um amiguinho pra você. – falei para a Richard.

A Melody riu. E a Richard rosnou. O quê fez a Melody rir mais.

-Agora vamos falar sério, vamos nos dividir! – sugeri.

-Mas a gente já fez isso. – Melody explicou.

-A Sakura sabe que vai ficar em casa sozinha com um réptil de sangue frio. Sem ofensas. – declarei.

-Não ofendeu. – Snape respondeu.

-Eu vou chamá-la. – Éolo falou indo até a casa. – Só uma pergunta: Quem é ela?

                                                          ...

-Tudo bem, eu fico aqui com ele. – Sakura falou tranquila. – Eu espero aqui, tomando conta do Selion, vai que o Grandark volta.

-O meu medo é que... – comecei a falar. – A deixa pra lá.

Eu estava com medo que a pedra da luz entrasse em choque, pela magia da pedra das trevas, e acabe desintegrando as duas. Mas não têm como acontecer... Ou... Será que pode? Por segurança guardei a pedra da luz. Vai que acontece...

-Olha, eu vou ficar também. – Richard decidiu. – Já que Blanorcana voltou...

-Nada disso! Vai comigo. – Melody falou irritada.

-Vocês não me explicaram nada! – Éolo reclamou, cruzando os braços.

-Olha, um dos recrutas, foi petrificado, eu vou com o Snowy e o Ken, dois Pufis, atrás da pedra de Quartzo para libertá-lo. O Misake vai comigo. Enquanto isso, Melody e Richard, e os Pufis que sobraram, vão seguir o rastro de energia de Grandark. Entendeu? – expliquei.

-Posso ir junto? – Éolo perguntou.

-Claro. Mais um não faz mal. – falei sorrindo.

-Eu fico aqui com a Sakura e a Blanorcana. – Snape lembrou.

-Como quiser. – Melody declarou. – Fique a vontade.

-Ótimo... – ele falou se deitando no chão.

Comecei a sentir um cheiro estranho, um fedor azedo. Dava vontade de vomitar.

-ECA! QUE CHEIRO É ESSE?! – disse irritada.

Tapei o nariz e encarei o Snape.

-O quê você fez, Snape? – Melody perguntou, também com o nariz tapado.

-É o odor das cobras... Eu só estou o descarregando no ar, para tirá-lo do meu corpo. – ele explicou – Ou preferem que eu fique cheirando desse jeito? – ele perguntou com irônia.

Deixei o cheiro de lado.

-E quanto a esse ser aqui? – Éolo perguntou apontando para o Polar.

-Verdade, Polar vai fazer o quê? – Richard perguntou.

-Estou ficando fraco... Vou voltar para o celular de Selion. – ele explicou com a voz rouca.

-E como vai voltar depois? – perguntei pensando em como ele iria sair.

-Saindo ué. Eu não conseguiria se por acaso eu tivesse sido enterrado no cristal como ele. Ma já que sai a tempo. Posso ir e voltar, agora se me dão licença... Eu vou indo. – ele falou se retirando da sala.

-Ótimo, ele vai hibernar. – falei zoando com a cara do coitado. – E agora? Mais alguém quer perguntar algo?

-Eu! – Blanorcana falou levantando a mão.

-Fale. – Melody pediu.

-QUERO VOLTAR PRA CASA! – ela brigou.

Na hora que ela disse isso, conjurei um raio, e a atingi, fazendo-a adormecer.

-Talvez depois... – ela falou sonolenta antes de cair no chão.

-Não achou meio violento? – Melody perguntou.

-Nem... Ele não machucou. – esclareci. – Eu acho.

sábado, 5 de maio de 2012

As pedras de Elementra. Capítulo 8. Narrado por Kathryn


                                                          Kathryn



                                 8.A divisão.



Eu estava na boa, lendo um livro de feitiços. Eu estava tentando conjurar um feitiço que reverta a gravidade. Eu nunca fui boa nisso. Nem um pouquinho o máximo que consigo é levitar.
Eu estava bem concentrada, até ser interrompida por alguém que entrou no meu quarto de repente.

-ACORDE KATHRYN! – a pessoa falou.

Me virei e vi que era o Polar.

-Eu estou acordada. – falei encarando ele. – O quê faz aqui?

-Arf... Arf... – ele falou respirando com força. – O Selion... Está preso... Em um cristal... Arf...

Ele estava cansado, mas porque?

-Me ajude. – ele falou caindo com tudo no chão.

Eu o levitei até minha cama.

-Me explique direito. – falei tentando tranquiliza-lo.

-Porque... Não está dormindo? – ele falou dando pausas na voz.

Eu estranhei, e olhei para ele confuso.

-Grandark... Veio aqui disfarçado de Misake... E colocou frutas do sono nos waffles... – ele falou deitado na cama.

-Então o Misake... Não é real? – falei me sentindo culpada.

Isso não teria acontecido se eu não convidasse ele para o grupo. É tudo culpa minha!

-É claro... Que existe... Mas o quê você trouxe... Era o falso! – ele falou com a voz abafada. – Agora vamos...! Temos que tirar... O Selion do cristal... – ele falou tentando se levantar.

Ele caiu de bruços na cama, estava sem forças. Comecei a pensar... Eu devo ter alguma poção de cura... Saí correndo até meu armário e o abri. Haviam milhares de poções lá dentro, mas pelo que me lembro, só uma pode curar mascotes. Comecei a verificar cada poção. Me lembrei que eu havia colocado a poção num recipiente com a imagem de uma pequena fênix.
Continuei a procurar... Mas nada! Acho que já havia usado, seria a única explicação para ela não estar lá.

-Vou ver se a Melody pode ajudar. Espere aqui Polar! – declarei, andando em direção a porta.

Ela já estava aberta. Comecei a andar até o quarto da Melody, quando cheguei lá, abri a porta. Ela estava deitada de bruços na cama.

-ACORDA DORMINHOCA! – gritei para ela.

Mas ela não acordou. Lembrei de uma coisa que podia acordá-la.

-Espero que me desculpe por isso Melody. – falei.

Peguei minha varinha, apontei para a Melody e comecei a levitá-la no ar. Comecei a girá-la a 360 graus, bem rápido. Ela acordou gritando. Quando vi que ela havia despertado, a levitei de volta para a cama. Ela pôs a mão na boca, começou a andar até o corredor e gritou:

-VOCÊ ME PAGA, KATHRYN! – ela gritou, acho que do banheiro.

Acho que a girei de mais... Será que ela estava vomitando?

-DESCULPA! – gritei de volta.

                                                           ...

-Argh... – Melody falou com a mão na barriga. – Espero que algo muito grave tenha acontecido! – ela falou com raiva.

Vi que os olhos dela estavam vermelhos, e a ponta dos cabelos também. Sinal de quê ela estava muito irritada. A levei até meu quarto, esperando ver Polar lá. Mas não. Ele havia sumido.

-Grrr... POLAR CADÊ VOCÊ? – gritei. – QUÊ PARTE DO: “FIQUE AQUI” VOCÊ NÃO ENTENDEU?

A Melody me encarou.

-Vamos para o quarto de Selion. Ele deve estar lá. – falei confiante.

Melody nos teletransportou até o quarto de Selion, e eu levei um susto.
Selion estava com um cristal roxo cobrindo seu rosto.

-O quê houve aqui? – Melody perguntou surpresa. – A e quase esqueci, porque teve que me acordar daquele jeito mesmo?

-AFF! EU JÁ FALEI! VOCÊ ESTAVA ADORMECIDA POR CAUSA DAS FRUTAS DO SONO QUE GRANDARK COLOCOU NOS WAFFLES! – falei perdendo a paciência.

-E como você acordou? – ela perguntou.

-Eu só comi minhas torradas. Eu só como o quê eu preparo.

-Sei... – ela falou olhando para o Selion.

-O quê faremos? – perguntei.

-O primeiro passo é achar o Polar. – Melody lembrou.

-Quase esqueci dele! Ele deve estar na cozinha. – palpitei.

Melody nos teletransportou até a cozinha. Ao chegar lá levamos outro susto. A Sakura estava atirada no chão, totalmente desmaiada. Lembrei que ela não havia comido nenhum waffle, e que havia ficado com o Misake na cozinha, antes de irmos dormir.

-Essa não! – falei surpresa.

-Acho que posso ajuda. – Melody falou conjurando seu cajado.

Ela falou o feitiço de cura e seu cajado começou a brilhar, depois apontou o cajado para a Sakura e atirou uma rajada de energia rosa contra ela.

-Isso deve ajudar. – ela falou enviando o cajado de volta para sei lá de onde ele veio.

Vi Sakura começar a se mexer e murmurar. Pelo menos estava viva.

-Vou procurar o Polar. – falei indo até o corredor.

-E o que eu faço? – Melody perguntou.

-Cuida da Sakura. – falei fechando a porta do corredor.

Ele só podia estar acordando os outros para pedir ajuda. O quarto mais próximo era o de Richard... E é meio perigoso entrar lá... Mas pelo menos ela é pacifica. Tímida mas pacifica. Fui até a porta do quarto dela e a abri.
Vi Richard abanar o Polar com seu leque.

-Gente, ajudem, o Polar desmaiou. – ela pediu.

-Ai está você! – falei apontando para o Polar. – Grr... Não fuja mais ouviu? – falei brava. – Richard, o Selion esta preso num cristal. Polar está muito machucado não sei porque. Sakura também. Lief não fez nada. E Misake era o Grandark disfarçado.

-É muita informação. – ela reclamou.

-Chame a Melody na cozinha. Eu vou acordar o Lief.

Nós duas saímos do quarto. Eu fui até o quarto de Lief e bati na porta. Ele estava dormindo, mas lembro que ele não havia comido os waffles. Abri a porta e levei mais um susto. Eu estava começando a me irritar com essas “surpresas”.  O Lief não estava no quarto, e nem em nenhum outro quarto. Será que ele foi com o Grandark?
O quarto estava vazio... Lief não havia deixado nada dele para trás...
Voltei para o quarto de Richard. Quando cheguei vi Melody curar o Polar.

-Oi Kathryn. – ela falou como se fosse a primeira vez que me visse hoje.

-E a Sakura? – perguntei.

-Foi atacada pelo Lief, logo após ela recusar os waffles de Misake. Que afinal de contas era o Grandark. E eu fiz uma comunicação com o Grand Elementra de Londres. E o Misake verdadeiro está lá. Pelo jeito eles conseguiram uma pessoa que faz portais dimensionais... – Melody explicou.

-E quanto ao Selion?

-Ele? O Misake acha que precisamos da pedra de Quartzo para curá-lo.

-Mais essa agora, vamos rodar o mundo atrás de uma das pedras.

-Não se preocupe. – ela falou parando de curar o Polar – O Misake sabe onde está. Ele notou que há algumas alterações genéticas perto de um lugar... Ele pesquisou mais a fundo e descobriu que a pedra está lá.

-Porquê ele não foi lá buscar? E que lugar é esse? – perguntei.

-Ele não buscou porquê... Não há guerreiros fortes lá. E é perigoso. Eles esperaram então para a gente pegar. A e outra coisa, o lugar é... uma caverna no Japão... – ela contou.

-O QUÊ? VAMOS TER QUE IR ATÉ O JAPÃO?! – perguntei com raiva.

-Não... Você vai. – Melody completou rindo.

-O QUÊ?! – falei assustada.

-Você vai com os Pufis. Enquanto eu vou tentar seguir o rastro de Grandark com a Richard e o Polar.

-E a Sakura?

-Vai fica cuidando da casa. Pensando bem. Vou deixar o Polar aqui com ela. – ela completou.

-ÓTIMO! VOU PARTIR SOZINHA PARA O JAPÃO! – falei com ironia.

-O Misake verdadeiro vai com você. Você só tem que passar por Londres.

-Tá bem. Mas só porque eu não vou sozinha!

                                                                          ...